Queria ter publicado cada pensamento, mas faltou tempo e sobraram prioridades.
Estive no NUPDOC pedindo referências pro Sr. Hélio, que logo de cara me indicou 5 Cadernos muito interessantes.
Montei um cronograma e iniciei os meus estudos tentando entender a história e formação de Santos.
Muito me ajudou um caderno de 1997 de um aluno do Mackenzie que se disignava a revitalização do Valongo.
Ficou claro pra mim a importancia de Santos e principalmente a minha área de intervenção.
Tentei entender o Porto de Santos, mas o que mais encontrei foram críticas relacionadas a falha de funcionamento dele, e acabou se tornando drástico ver tanto potencial não funcionar.
Percebi meu orientador mais interessado na minha "nova área". Conversamos em uma orientação sobre a proposta de um centro de pesquisa, vimos o projeto do Aquario Municipal de Santos do Paulo Mendes e ficamos um bom tempo passeando no google maps.
Citei a idéia de um nome bonito para minha área de trabalho, um nome de arquiteto. E quando abri o dwg de Santos encontrei; PORTO VALONGO.
Resolvi abandonar o Street View e coloquei meus pés em Santos.
Gosto muito da chegada a um lugar de pesquisa. É emocionante pra mim reconhecer e estar "naquela foto". E como não poderia ser diferente cheguei perdida em Santos e quando me encontrei, lá estava a estração ferroviária e a fachada tombada do casarão do Valongo.
Tirei algumas fotos pelo centro histórico mesmo com muita chuva, mas retomando a minha área; atravessei a Avenida Perimetral, circulei pelo trilho do trem, e duas coisas começaram a me encomodar mais do que deveriam.
Primeiro a questão dos armazéns tombados;
Me questionei sobre a localização privilegiada daquelas construções abandonadas e em deteriorização, é triste ver a arquitetura sem uso.
A outra questão foi a circulação pertinente dos caminhões na Avenida, isolando qualquer possibilidade ou interesse do passeio de um pedestre pela região.
Me pareceu explícita a necessidade da busca do Valongo para com a água, e quando eu descobri que o tal "Porto Valongo" na verdade funcionava como uma barreira para esse contato, as idéias começaram a surgir.
Como estudante de arquitetura, aprendi a procurar defeitos ao invés de qualidades. Acho mais interessante intervir á construir...