domingo, 21 de agosto de 2011

um tempo.

Muitas coisas acabaram caindo no meu esquecimento nesses últimos meses. 
Preferi viver a observar e acabei sem relatos, desenhos e maquetes... As vezes é preciso se livrar das imagens para sentir os espaços, e além do mais, nada me traz tanto prazer do que estar em um lugar desconhecido.
Voltei a pensar no TFG a pouco. Fui atrás dos projetos da pré banca, e cheguei a conclusão de que precisava limitar minhas propostas, até porque, o tal partido já existe e agora mais do que nunca preciso desenhá-lo.
Sentei com meu orientador e ficou claro que a idéia de projetar espaços dentro dos armazéns do Porto Valongo, teriam que ficar para trás. Lamentei a inexistência de levantamentos métricos, e a dificuldade de acesso a área, e em poucos segundos me entreguei ao conselho de que faltaria tempo diante de tanta burocracia. 
Por outro lado, sei que a simples indicação dos equipamentos, poderá levar qualquer arquiteto a visionar o local com a intervenção da sua imaginação!
Percebi bastante discordância no desenho da minha implantação, mas na última hora temos que fechar os olhos para algumas coisas... 
Me mostrei bastante preconceituosa quanto a sugestão de um aterro, gosto do desenho da natureza e acho que a arquitetura quem deve se adequar a ela e não vice versa. 
Decidi refletir sobre isso, e  não me bastou mais do que a referência do aterro do flamengo para começar a mudar de idéia. Será que esta orla pode ser melhor desenhada? ...

                                         Porto de Valparaíso - Chile

quarta-feira, 4 de maio de 2011

um contato.

Queria ter publicado cada pensamento, mas faltou tempo e sobraram prioridades.
Estive no NUPDOC pedindo referências pro Sr. Hélio, que logo de cara me indicou 5 Cadernos muito interessantes.
Montei um cronograma e iniciei os meus estudos tentando entender a história e formação de Santos.
Muito me ajudou um caderno de 1997 de um aluno do Mackenzie que se disignava a revitalização do Valongo.
Ficou claro pra mim a importancia de Santos e principalmente a minha área de intervenção.
Tentei entender o Porto de Santos, mas o que mais encontrei foram críticas relacionadas a falha de funcionamento dele, e acabou se tornando drástico ver tanto potencial não funcionar.


Percebi meu orientador mais interessado na minha "nova área". Conversamos em uma orientação sobre a proposta de um centro de pesquisa, vimos o projeto do Aquario Municipal de Santos do Paulo Mendes e ficamos um bom tempo passeando no google maps.
Citei a idéia de um nome bonito para minha área de trabalho, um nome de arquiteto. E quando abri o dwg de Santos encontrei; PORTO VALONGO.


Resolvi abandonar o Street View e coloquei meus pés em Santos.
Gosto muito da chegada a um lugar de pesquisa. É emocionante pra mim reconhecer e estar "naquela foto". E como não poderia ser diferente cheguei perdida em Santos e quando me encontrei, lá estava a estração ferroviária e a fachada tombada do casarão do Valongo.
Tirei algumas fotos pelo centro histórico mesmo com muita chuva, mas retomando a minha área; atravessei a Avenida Perimetral, circulei pelo trilho do trem, e duas coisas começaram a me encomodar mais do que deveriam.
Primeiro a questão dos armazéns tombados;
Me questionei sobre a localização privilegiada daquelas construções abandonadas e em deteriorização, é triste ver a arquitetura sem uso.
A outra questão foi a circulação pertinente dos caminhões na Avenida, isolando qualquer possibilidade ou interesse do passeio de um pedestre pela região.
Me pareceu explícita a necessidade da busca do Valongo para com a água, e quando eu descobri que o tal "Porto Valongo" na verdade funcionava como uma barreira para esse contato, as idéias começaram a surgir.
Como estudante de arquitetura, aprendi a procurar defeitos ao invés de qualidades. Acho mais interessante intervir á construir...

domingo, 17 de abril de 2011

um pouco do início.

Aquelas idéias de formas foram perdidas, quando a defesa do conceito resolveu intervir na minha arquitetura. Até hoje me confundo com algumas belezas, mas acho que a sutileza e inteligência de um projeto são características indiscutíveis e indescritíveis...  “Less is more - Mies Van der Rohe.

Tenho me questionado diversos fundamentos dessa cidade em que vivemos no século 21. Há muita coisa pra entender, mas a sobrevivência da nossa rotina, nos faz perceber a alienação que temos a tendência do capitalismo. Eu vejo o público se perdendo e muitas vezes a sociedade se renegando a ser uma sociedade. 
Mas há muitas idéias que poderiam vir a dar certo, e eu acredito, que um dos meios da nossa educação é a arquitetura.

Muitas vezes pode parecer contraditório se preocupar com lazer em meio a tantos problemas, mas quando iniciei a escolha do meu TFG, imaginei um equipamento que pudesse ser do interesse de todos. De fato, não estou entrando no conceito de público ou privado, até mesmo porque na maioria dos casos o público se torna privado por quem o habita, mas pensei que seria lastimável que alguém não pudesse usufruir do espaço do meu projeto, e então, concluí que lazer e cultura são primordiais neste interesse.
Estou preferindo a princípio não me prender a uma escolha, fato o qual, inicío meus estudos em abril, já que meu primeiro tema e proposta foram deixados para trás há pouco mais de 4 dias. 
Optei agora por uma velha proposta que me persegue desde que a conheci, em um dos nossos projetos acadêmicos. Confesso que não conheço Santos, nunca estudei a sua história e minhas visitas a cidade foram poucas e curtas, mas me apaixonei por um espaço que acredito de grande potencial e beleza e que me parece esquecido...

A definição do meu cronograma para o primeiro semestre do TFG se baseia em três pontos;
- Aonde?
- O que?
- Por quê?  
Começo então a colocar o meu aonde em prática, para definir o meu o que a partir da história e necessidades do local. E aqui, inicío a saga da minha tomada de partido!